A IGREJA E SUAS PRIORIDADES
Texto : “Rogo-vos,
pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
Romanos 12:1”.
Romanos 12:1”.
A entrega pessoal e incondicional de cada servo de Deus no altar da adoração a Deus é o
caminho para o perfeito exercício da comunhão fraternal e a prática de uma
frutífera evangelização.
“Mas, se tardar, para que saibas como convém
andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da
verdade. 1 Timóteo 3:15”.
A igreja é coluna da verdade, então se uma
igreja não anda na verdade nuca poderá ser uma coluna do Senhor.
“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e
sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela; Mateus
16:18”.
A igreja é edificada sobre Cristo, se uma
igreja que diz ser de Cristo, e usa de outros meios e pretextos para que as
pessoas “cheguem” a Deus ela está edificada não em Cristo mais no homem.
“Para que agora, pela igreja, a multiforme
sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Efésios 3:10”.
A igreja é a sabedoria de Deus, então todos
precisam ver e conhecer o poder de Deus pela sabedoria da sua igreja, mais o
que as igrejas tem mostrado hoje não tem nada ver com o poder do Senhor então
vamos rever alguns conceitos da palavra.
“Porque o marido é a cabeça da mulher, como
também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. Efésios 5:23”.
Cristo é a cabeça da igreja, então se uma
igreja não tem Cristo como cabeça, alguma coisa está errada.
“De sorte que, assim como a igreja está sujeita
a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Efésios 5:24”.
A igreja está sujeita a Cristo, como uma igreja
pode ser verdadeira se não estiver Sujeita ao Senhor, então essa igreja não é
de Cristo, por isso há muitas igrejas tem pregado tantas heresias.
“O mistério das sete estrelas, que viste na
minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das
sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas. Apocalipse 1:20”.
A igreja é o castiçal de Deus, ela tem que
levar a luz de Deus para o mundo, não tem como, uma igreja viver em trevas a não ser que ela não seja do Senhor.
“Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora
vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.Vós adorais o que
não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.Mas a
hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em
espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.Deus é
Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. João 4:21-24”.
1º - A igreja foi estabelecida para adorar a
Deus.
a)- A visão bíblica da adoração.
“Segundo a definição da bíblica de estudo
Pentecostal,” a adoração se constitui de ações e atitudes que reverenciam e
horam a dignidade do grande Senhor do céu e da terra. “Ela exige uma entrega de
fé ao todo poderoso e um reconhecimento de que Ele é Deus e Senhor”. Essa
entrega, no antigo Testamento, era
representada através dos sacrifícios instituídos no Pentateuco, pelos quais o
ofertante reconhecia os pecados e se submetia plena e voluntariamente à soberania
divina. Mesmo antes das normas dadas por Deus através de Moisés, regularizando
o culto divino do povo de Israel, os patriarcas tinham como prática a oferta de
holocaustos como testemunho de sua adoração. Ver Gn 12.7,8; 13.4,18;
26.25;33.20.
No Novo Testamento, a adoração é oferecida mediante
o eterno e perfeito sacrifício de Jesus
Cristo, que substitui para sempre o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento
e outorgou ao homem o direito de chegar, com ousadia e liberdade, á presença de
Deus. Confira Hb 10.19-23. Segundo Romanos 12.1, adoração é a entrega pessoal e
incondicional de todo o ser “ em
sacrifício vivo, santo e agradável a
Deus”. Isso implica em que cada ato praticado, mesmo os considerados mais simples,
sob a nova aliança, deve trazer em si o propósito de reconhecer e honrar a Deus
como o Senhor soberano sobre todas as coisas.
No encontro entre
Jesus e a mulher samaritana (Jo 4.20-24), Ele definiu a adoração como algo que
deve ser feito em “espírito e em verdade”. “ Em espírito”,porque não depende
mais de elementos litúrgicos externos que visibilizem o propósito do ofertante.
É algo do coração, para ser recebido por Deus, e não visto pelos homens. Não é,
portanto, a aparência que determina o valor da adoração. É o conteúdo. “ em
verdade”, porque deve ser fruto da sinceridade do pecador que, contrito,
reconhece a sua total dependência de Deus, mediante a obra vicária de Cristo na
cruz. Leia Lc 18.9-14 e descubra, ali, o
contraste entre a hipocrisia do fariseu, e a sinceridade do publicano, que, humilhado, mas sem
qualquer formalismo exterior, dependia unicamente da misericórdia de Deus. Quem
foi abençoado?
2- O povo de
Israel chamado a adoração.
O pacto de Deus com
Israel tinha como selo a adoração ao seu nome. A chamada de Deus a Moisés, do
meio da sarça, no monte Sinai, deixa implícita esta verdade. Em Êxodo 3.12 o
Senhor estabelece como sinal do cumprimento de sua promessa de libertação o
fato que os israelitas o serviriam no mesmo lugar onde havia chamado a Moisés.
Servir, aqui, é plena adoração. Em Êxodo 3.18, ao orienta-lo sobre como
dirigir-se a Faraó, ordena que diga “ deixa-nos ir caminho de três dias para o
deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus”.
Sacrificar, aqui, é
também plena adoração. Posteriormente, quando Moisés e Arão se apresentam ao
monarca, afirmam: “ Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo,
para que me celebre uma festa no deserto”. Celebrar uma festa. Aqui, é mais uma
vez plena adoração. A instituição da primeira páscoa, como símbolo da saída do
Egito, teve também o mesmo propósito. Ver Êx. 12.14,25.
Um estudo
pormenorizado das leis estabelecidas para governar o povo de Israel revelará
que o fim último das determinações ali explícitas era o reconhecimento da
grandeza, sabedoria e soberania de Deus no governo do mundo. No entanto, só a
construção do tabernáculo, e mais tarde do templo,propiciou a formalização da
pratica regular das festas e rituais previstos para a adoração, pública. Ver Lv
23.4-43.
3- A igreja chamada à
adoração.
Com a rejeição da
Israel ao plano divino, a Igreja deu continuidade ao propósito de Deus.
Portanto,uma de suas finalidades é a adoração ao Senhor. Todos os seus atos,
diretos ou indiretos, visam reconhecer o governo de Deus sobre ela, através de
Jesus Cristo, buscando, em primeiro lugar, a perseverança na comunhão íntima e
pessoal com o Altíssimo. Ver 1 Pe 2.5.compare, ainda, com Efésios 2.21-22 e veja que a igreja é “ a
morada de Deus no Espírito”, o que implica em estar plena de sua presença em
glória, majestade e poder, manifestando perfeita sintonia entre o Pai e seus
adoradores. Confira Jo 4.23.
II. A igreja foi
estabelecida para comunhão fraternal
1. O significado da comunhão.
a Igreja foi, também,
estabelecida para exercício da comunhão fraternal entre os crentes. Comunhão é
uma palavra grega ( koinonia) que tem a ver com relacionamento espiritual,
pessoal e social entre os compõem a comunidade eclesiástica. Compare 2 Co
13.13; Fp 2.12.
É muito mais do
simplesmente cumprimentar o irmão e
desejar-lhe felicidades. É um intenso compartilhamento de tudo quanto se
relaciona à vida cristã. É palmilhar, lado a lado, a carreira para a qual os
crentes foram chamados. É, no dizer de Paulo, alegrar-se com os que se alegram
e chorar com os que choram. Ver Rm
12.15. É, sob outro prisma, Levar as cargas uns dos outros. Confira Gl 6.2.
A igreja primitiva
levou a comunhão tão a serio que todos tinham tudo em comum, de modo que não havia
nela nenhum necessitado. At.4.32-34. Este é o verdadeiro sentido da comunhão
bíblica, que expressa não só mutualidade de sentimentos, mas também compartilha
uns com os outros nas suas necessidades. Ver Rm 12.113.
2. A busca da comunhão. Buscar a comunhão com os
demais crentes é uma condição básica para o êxito espiritual de cada crente. O
salmo 133 expressa essa necessidade e os resultados daí recorrentes:
unção,benção e vida para sempre. A mesma ênfase aparece na oração sacerdotal
(Jo 17.20-13).
3. O exercício da comunhão. A comunhão pode ser
exercitada no amor ao irmão mais fraco, que depende de ajuda para manter-se de
pé(Rm 14.1,13), no companheirismo que honra o próximo ao invés de si mesmo(Rm
12.10), na solidariedade que assiste o irmão necessitado(Gl 6.10), na pratica
da justiça que não toma para si o que é de outrem (Tg 5.4), no uso da
misericórdia que aplaca o juízo(Tg 2.13),no cuidado para com os que sofrem(Rm
12.15), na ausência de inveja quanto aos companheiros que galgam patamares mais
altos na jornada (Tg 3.14-16) e na semeadura da paz que elimina os facciosismos
e promove a unidade entre todos.
III. A igreja foi estabelecida para a evangelização
1. O lugar da evangelização. É comum colocar-se a
evangelização como a prioridade número um da igreja. Em certo sentido, não
deixa de estar correto, pois em relação ao mundo esta é a sua principal tarefa.
No entanto, neste comentário ela não foi colocada em terceiro lugar por acaso.
Há uma razão. É que a evangelização só terá êxito, se os crentes estiverem bem
ajustados quanto aos pontos anteriores. Em “Jo 17.23 esta sequencia aparece de
maneira clara:” Eu neles, e tu em mim”(comunhão com Deus); “ Para que eles
sejam perfeitos em unidade”(comunhão uns com os outros), e “ para que o mundo
conheça que tu me enviaste” (evangelização de resultados). Uma igreja que não
adora a Deus e onde não se exercita a comunhão uns com os outros não terá o
brilho da verdadeira luz que atrai os pecadores. Ver Mt 5.14-16. Antes de sair
ao mundo para pregar, a igreja precisa desenvolver seu relacionamento com Deus
e a comunhão entre os membros que a compõem. Isto, por si só, bastará para que
ela seja afogueada em seu desejo de ganhar as almas.
2. A ordenança da evangelização. A evangelização é
uma ordenança bíblica dada por Jesus á sua igreja. Ver Mc 16.15. Compare com Mt
28.19 e At 1.8. Deixar evangelizar é o mesmo que passas ao largo, enquanto
pessoas estão morrendo, abandonadas sob os escombros de um incêndio. Imagine a
cena e sinta a quão dura ela é. Esta é, todavia, a exata situação de muitas
igrejas que estão encasteladas em sua opulência, enquanto á sua volta muitos
resvalam para o abismo do fogo eterno. Uma igreja assim não merece este título
e precisa o quanto antes arrepender-se para não ser achada em falta e sofrer o
juízo divino confira Ap 3.14-18.
3. O imperativo da evangelização. A evangelização
é um imperativo porque este é o meio pelo qual os pecadores podem arrepender-se
e chegar ao conhecimento da verdade. Ver Jo 6.39-40. Lembre-se que você foi
alcançado por ela e, portanto, deve dar continuidade ao processo para que
outros sejam também alvos da mesma bênção. Proclamar o nome de Jesus Cristo
significa oferecer a única possibilidade de salvação para o perdido. Compare
com At. 4.12. se ele não tiver acesso a este nome que salva, estará
irremediavelmente condenado.
4. A evangelização e os seus desdobramentos.
Finalmente, a evangelização não se esgota no ato de falar de Cristo a alguém.
Ali apenas inicia-se o trabalho. A ordem do Mestre é clara “ Fazei discípulos”.
É algo que começa com o anuncio das boas novas e continua até que Cristo seja
formado em cada novo convertido. Temos
os seguintes desdobramentos:
A. Ganhar
B. Consolidar
C. Discípular
D. Enviar
Ganhar, consolidar,
discipular e enviar, é, portanto. Prioridades da igreja em sua tarefa de trazer
os pecadores para Cristo.
Fechamento
Adorar a Deus, manter comunhão uns com os outros e evangelizar são três
tarefas básicas das a igreja não pode abrir mão, a não ser que ela perca a sua
identidade e deixe de ser igreja, para torna-se mera organização social, com
finalidades seculares. Abandonando os postulados da fé. Neste caso, ela poderá
ser tudo, menos o corpo de Cristo na terra.
Quando se fala em adorar a Deus, todavia, não se propõe uma igreja alienada
que se exclui dos problemas do mundo. Pelo contrario, o fato de ela viver na
dimensão divina fará com que seja movida de compaixão pelos desamparados para
alcançá-los com um ministério holístico: espírito, Alma e corpo. As obras
mencionadas Poe Tiago como fruto da fé têm a ver com o socorro aos
necessitados.
A igreja mais do qualquer organização, precisa ser o exemplo em alvos
bem definidos para que sejam estabelecidas estratégias mensuráveis a fim de
alcançá-los.isto significa uma evangelização de resultados, onde nada é feito
ao acaso, mas,assim como faz o bom jardineiro,cada semente plantada é cercada
de cuidados especiais que lhe permitam brotar e crescer.
(extraído revista lições bíblicas). Adaptado por Pastor Junior.




