terça-feira, 24 de janeiro de 2012

SERÁ QUE DEUS É CULPADO?


SERÁ QUE DEUS É CULPADO?
Finalmente a verdade é dita na TV Americana.
A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:
‘Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?’
Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:
‘Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós.
Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.
Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou.
Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?’
À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc…
Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O’hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.
Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas…
A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.
Logo depois o Dr.. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos:
‘Um perito nesse assunto deve saber o que está falando’.
E então concordamos com ele.
Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal.
Então foi decidido que nenhum professor poderia disciplinar os alunos…(há diferença entre disciplinar e tocar).
Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem.
E nós aceitamos sem ao menos questionar.
Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade.
E nós dissemos: ‘Está bem!’
Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino.
E nós dissemos:
‘Está bem, isto é democracia, e eles tem o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso’.
Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet.
Agora nós estamos nos perguntando porque nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado;
porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios…
Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender:
nós colhemos só aquilo que semeamos!!!
Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus:
‘Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?’
A resposta dele:
‘Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!!!’
É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno.
É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina.
É triste como alguém diz:
‘Eu creio em Deus’.
Mas ainda assim segue a satanás, que, por sinal,também ”Crê” em Deus.
É engraçado como somos rápidos para julgar mas não queremos ser julgados!
Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros!
É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho.
Você mesmo pode não querer reenviar esta mensagem a muitos de sua lista de endereços porque você não tem certeza a respeito de como a receberão, ou do que pensarão a seu respeito, por lhes ter enviado.
Não é verdade?
Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que Deus pensa…
‘Garanto que Ele que enxerga tudo em nosso coração está torcendo para que você, no seu livre arbítrio, envie estas palavras a outras pessoas’.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Estudo Romanos capitulo 3


Os Judeus Têm Vantagem? (Romanos 3:1-18)
Uma vez que Paulo mostrou que a atitude e a conduta de cada pessoa distingue entre o judeu verdadeiro e o falso, poderia concluir que os judeus, os descendentes naturais dos patriarcas, não gozaram nenhum benefício especial. Paulo negaria a posição favorecida dos israelitas no plano de Deus? Qual a vantagem dos judeus? Paulo faz praticamente a mesma pergunta duas vezes (versículos 1 e 9), e responde de dois pontos de vista diferente. Primeiro, ele fala sobre a vantagem que Deus deu aos judeus (1-8). Depois, ele olha da perspectiva da realidade do pecado (9-18). Qualquer vantagem que Deus deu foi desperdiçada quando os judeus pecaram.
A Vantagem Dada por Deus (1-8)
Ao revelar a sua vontade numa aliança especial, Deus deu aos judeus uma grande vantagem (2).
O problema dos judeus não veio da parte de Deus. A incredulidade deles trouxe a condenação (3-5). Independente da falta de fé por parte dos homens, Deus continua sendo fiel. Ele é verdadeiro, mesmo se todo homem for mentiroso. Quando reconhecemos o nosso pecado, exaltamos a justiça de Deus. Se há alguma falha na relação de Deus com os homens, a culpa certamente é dos homens. O final do versículo 4 vem da versão grega de Salmo 51:4, uma passagem que mostra que a confissão do pecado do homem glorifica a Deus e realça a santidade e a justiça dele (compare Josué 7:19-20).
Deus é justo em castigar os judeus (5-8). Foi fácil para os israelitas enxergar a injustiça dos gentios e concluir que aqueles pecadores merecessem o castigo. Reconhecer o seu próprio pecado foi muito mais difícil. Se Deus não aplicar a sua lei com justiça aos judeus, ele não teria direito de castigar os gentios (5-6). Entendendo que a santidade de Deus fica mais evidente quando comparada à injustiça do homem, alguém poderia tentar justificar o pecado para dar mais glória a Deus. Paulo rejeita tal raciocínio, dizendo que pessoas que pensam assim merecem o castigo (7-8).
O Pecado Deixou o Judeu sem Vantagem (9-18)
Paulo pergunta outra vez sobre a vantagem do judeu (9). Mesmo recebendo tratamento preferencial de Deus (3:2), o judeu não manteve a sua vantagem. Ele, como também o gentio, se entregou ao pecado.
Paulo cita vários versículos do Antigo Testamento para mostrar que o homem – ou melhor, todos os homens – se condena pelo pecado. Entre as citações são referências aos Salmos (14:1-3; 53:1-3; 5:9; 140:3; 10:7; 36:1) e ao livro de Isaías (59:7-8). Quando consideramos os contexto dessas citações, observamos que falam da insensatez de homens que negam a Deus, até imaginando que os seus atos pecaminosos não serão descobertos ou não receberão castigo.
Como os judeus, todos nós temos recebido vantagens imensas pela bondade de Deus. Ele enviou o seu Filho, e revelou a sua palavra para o benefício de todos os homens. Mas se nós nos enganarmos, ignorando os princípios de Deus ou achando que os nossos pecados não terão conseqüências, anularemos estas grandes bênçãos. Se continuarmos praticando pecados, imaginando que esses erros não trarão castigo, negamos a justiça de Deus e a verdade da palavra dele. “Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem...” (3:3-4).

Justo e Justificador (Romanos 3:19-31)
A justiça de Deus exige pagamento justo pelo pecado (e o salário do pecado é a morte – 6:23). Pelo amor, ele paga o preço, oferece perdão e se torna justificador dos pecadores.
O Que a Lei Faz? (19-20)
A lei não traz a salvação, pois ninguém consegue se justificar por obras de mérito. O que, então, a lei faz? Œ Ela cala a boca de todos os judeus;  Mostra que todo o mundo é culpável diante de Deus; Ž Traz pleno conhecimento do pecado, mas não resolve o problema. A lei pode ser comparada a um médico que diagnostica uma doença, mas não dá nenhum remédio.
Jesus Cristo e a Justiça de Deus (21-26)
A lei e os profetas olharam para a justiça de Deus, mas ela se manifestou sem lei. Mediante a fé em Cristo Jesus, todos que crêem têm acesso à justiça divina (21-22). E todos – judeus e gentios – precisam da ajuda do Senhor, pois todos pecaram (22-23). Paulo destaca a igualdade de judeus e gentios, mostrando que não há diferença:
  • Na culpa: Todos pecaram (23)
  • Na necessidade: Carecem da glória de Deus (23)
  • Na salvação pela graça: Sendo justificados gratuitamente (24)
  • Na salvação por Jesus: Mediante a redenção que há em Cristo Jesus (24)
A salvação em Jesus é maravilhosamente complicada. Deus ofereceu o sangue de Jesus como propiciação (algo que satisfaz a ira divina) pelo pecado (25; veja 1:18,27,32). Mas, para ser eficaz contra o pecado, o sangue de Jesus ainda depende da reação do homem: “mediante a fé” (25). A salvação se torna possível somente quando junta a graça e a fé (Efésios 2:8-9). Em Jesus, Deus manifestou a sua justiça (25). A tolerância não mostrou a justiça. Quando Deus deixou os pecados do homem sem castigo, ele estava segurando a sua justiça. Na morte de Jesus, ele mostrou a sua justiça pois seu Filho recebeu “a merecida punição” dos erros dos homens (veja 1:27).
Deus manifestou a sua justiça e, ao mesmo tempo, tornou-se justificador (26). Aqui encontramos uma das mais ricas expressões do caráter de Deus: “para ele mesmo ser justo e o justificador....” A santidade de Deus exige a justiça, e o amor dele oferece a justificação. Em Cristo Jesus, ele conseguiu conciliar os dois lados essenciais do seu caráter. Foi justo em insistir no pagamento de sangue. Torna-se justificador em oferecer o sacrifício de Jesus no lugar dos homens pecadores.
Orgulho Excluído (27-31)
O homem não tem direito de se gabar, pois não merece nada (27-28). Se Deus é tanto justo como justificador, o homem sem Deus não é nem um nem o outro. Nenhum homem se justifica pelas suas próprias obras. A justificação vem pela fé, independente das obras da leis. Ninguém se salva por obras de mérito em obediência perfeita à lei. O único meio da salvação é a fé em Jesus Cristo. Para ser agradável a Deus, esta fé tem de ser ativa e obediente (veja 1:5).
Paulo volta, mais uma vez, à igualdade de judeus e gentios (29-30). Se a lei não justifica, Deus não é o Deus somente dos judeus. Ele oferece a salvação a todos nos mesmos termos. Nem a lei nem a circuncisão justificará alguém. Deus justifica mediante a fé.
A fé anula a lei? Não! A lei é confirmada pela fé. A lei mostrou o problema, e a fé traz a solução!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Estudo Romanos capitulo 2



O Justo Juízo de Deus (Romanos 2:1-16)
L endo as fortes palavras do final do capítulo 1, alguns cristãos – especialmente judeus – poderiam ser tentados a concordar com Paulo e condenar “aqueles pecadores” que praticam e aprovam coisas dignas de morte. Esses religiosos facilmente lamentariam o estado depravado dos outros, sem perceber que estavam no mesmo lamaçal do pecado. Nos capítulos 2 e 3, Paulo afirma que o problema do pecado é universal, atingindo igualmente judeus e gentios.
O Perigo de Auto-Justiça
É muito fácil enxergar e condenar as falhas dos outros. O homem que confia na sua própria justiça não reconhece a sua própria necessidade da graça de Deus (1-4). Durante o seu ministério na terra, Jesus batalhava contra a arrogância e auto-justiça de seitas como os fariseus (veja Mateus 23:27-28). Paulo, um ex-fariseu, agora luta contra o mesmo orgulho religioso de seus compatriotas.
A auto-justiça traz conseqüências gravíssimas. Quando a pessoa recusa a ajuda oferecida por Deus, não há outro remédio. Vai caminhando para a morte, incapaz de se livrar dos laços da iniqüidade. Tal pessoa acha algum conforto em ver os pecados maiores dos outros, e não reconhece que o Deus justo rejeitará todos que praticam a injustiça (5-11).
A Justiça de Deus
Ao mesmo tempo que Paulo tira as desculpas das pessoas que se julgam boas, ele oferece esperança. Deus oferece a glória, honra, incorruptibilidade e paz (7,10). Mais adiante explicará melhor as condições para receber essas bênçãos (veja 3:24; 4:16; 5:2; 6:14; 11:6; etc.). Por enquanto, ele simplesmente se refere à bondade, à longanimidade e à tolerância de Deus para com os arrependidos (4). A esta altura, ele enfatiza a igualdade de judeus e gentios. Os pecadores de qualquer nação serão condenados, e os justos de qualquer povo serão glorificados. Deus julgará cada um conforme os seus atos (6), e não mostra acepção de pessoas (11).
A Igualdade de Judeus e Gentios
Os judeus confiaram na lei que Deus lhes deu por intermédio de Moisés. Por terem recebido essa revelação especial, acharam-se superiores aos gentios. Mas possuir a lei não salva. Ser ouvinte da lei não salva. Para serem justificados, teriam de obedecer à lei. Paulo ainda mostrará que nenhum judeu obedeceu a lei perfeitamente. Aqui ele ousa dizer que um gentio que respeite os princípios de justiça, mesmo não tendo a lei escrita, seria aceito por Deus. Tal afirmação seria, para muitos judeus, praticamente blasfêmia! Para apreciar a importância e a necessidade do evangelho, é preciso primeiro descartar falsas bases de confiança. O homem que confia em sua própria justiça não será salvo. A pessoa que se acha segura por fazer parte do povo “escolhido” sofrerá uma grande decepção. Cada um será julgado – não por ser judeu ou gentio – mas de acordo com seu procedimento. O julgamento será feito por um Deus onisciente, usando como base o mesmo evangelho pregado por Paulo (16; João 12:47-48).
O Justo Juiz
Com Deus, não há acepção de pessoas. Pedro entendeu esse fato quando pregou, pela primeira vez, aos gentios (Atos 10:34). Aqui, Paulo reafirmou a mesma verdade quando falou da necessidade universal do evangelho (11). Deus é um juiz justo. Cabe ao homem se conformar com a vontade do Senhor.

A Culpa dos Judeus (Romanos 2:17-29)
Depois de mais de 1.500 anos de superioridade espiritual, os judeus não acharam fácil aceitar as palavras de Paulo. Eles eram iguais aos gentios? Igualmente culpados diante de Deus?
Os Judeus Não Têm Desculpa
Mesmo tendo a lei especial que Deus lhes deu, se mostram desobedientes. Paulo descreve a auto-justiça dos judeus, certamente a mesma confiança que ele tinha anteriormente quando era fariseu:
● Tem por sobrenome judeu (17)
● Repousa na lei (17)
● Gloria-se em Deus (17)
● Conhece a vontade de Deus (18)
● Aprova as coisas excelentes (18; compare 2:3 e 1:32)
● É instruído na lei (18)
● Considera-se guia dos cegos (19)
● Luz aos que estão nas trevas (19)
● Instrutor de ignorantes (20)
● Mestre de crianças (20)
● Tem a sabedoria e a verdade na lei (20)
Os judeus receberam e até ensinaram os princípios da lei. O problema foi de não praticar o que pregavam (21). Será que cometemos o mesmo erro? Ensinamos os outros que devem respeitar a palavra de Deus, mas somos, de fato, obedientes?
Paulo mostrou a culpa dos judeus que pregavam que não se deve furtar, mas furtavam (21); condenavam o adultério, mas o praticavam (22); abominavam os ídolos, mas roubavam os templos deles (22; veja a proibição em Deteuronômio 7:25-26, a citação em Josué 6:18 e a conseqüência da desobediência de Acã em Josué 7).
Judeu Carnal X Judeu Espiritual
Paulo define a diferença entre o judeu carnal e o judeu espiritual (25-29). Ele amplia o argumento de Jesus sobre a necessidade de agir como o povo de Deus. Enquanto os judeus geralmente confiavam muito na sua posição como descendentes de Abraão (João 8:33), a verdadeira descendência é determinada pela atitude e a conduta espiritual (João 8:39-40,47).
A circuncisão – a marca de distinção do judeu – teria valor somente acompanhada por obediência perfeita à lei (25).
O gentio que guarda a lei seria igual ao judeu (26), até capaz de julgar o judeu desobediente (27).
O verdadeiro judeu não é aquele que fez a circuncisão da carne, e sim aquele que fez a circuncisão do coração (28-29). Observe a série de contrastes aqui:
O Judeu Verdadeiro
O Judeu Falso
Um Judeu Interiormente
Um Judeu Exteriormente
Circuncisão do Coração
Circuncisão da Carne
Espírito
Letra
Louvor Procede de Deus
Louvor Procede dos Homens
Essa definição do judeu verdadeiro se torna importante no nosso estudo do resto do livro de Romanos. Sempre devemos prestar bem atenção para discernir o sentido de palavras como “judeu” e “israelita”.
Nós, hoje, devemos ser judeus verdadeiros!

Estudo Romanos Capitulo 1


Compartilhando o Evangelho (Romanos 1:1-15)
Paulo descreve a sua relação a todos em termos do evangelho. Deus o separou para o evangelho (1) que é o poder divino para salvar os homens (16). Paulo se viu como devedor a todos, e queria compartilhar as boas novas com todas as classes de homens (14-15). Quando pensou nos irmãos romanos, ele queria anunciar o evangelho e ser edificado por eles (15,12).
Fatos Fundamentais
Para comunicar bem a rica mensagem do evangelho, foi necessário definir alguns fatos. Paulo introduz nos primeiros versículos de Romanos vários temas que serão explicados no decorrer do livro. Ciente das dúvidas e até das divisões entre cristãos da época sobre o valor do Velho Testamento, ele mostra que sua mensagem confirma, e não contradiz, as profecias antigas. O evangelho foi prometido anteriormente por Deus e fala a respeito de Jesus, o Filho de Deus.
Segundo a carne, Jesus foi descendente de Davi. Mas é também o Filho de Deus que se ressuscitou de entre os mortos, se tornando o Cristo (Messias no hebraico, aquele que veio para cumprir as profecias) e Senhor (com toda a autoridade sobre nós).
Paulo, como apóstolo, pregou por amor do nome de Jesus para mostrar aos gentios a necessidade da obediência por fé (5). Ironicamente, algumas pessoas hoje usam o livro de Romanos para defender doutrinas de salvação por fé sem nenhuma participação ativa (obras) do homem. Paulo deixa claro desde o início do livro que a fé exige a obediência.
Os santos em Roma foram chamados para pertencer a Jesus. Deus os amou, e os chamou para serem santos (6).
As Orações de Paulo
Este apóstolo falou das suas orações constantes em relação aos irmãos romanos (8-15). Agadecia a Deus pela fé desses discípulos, que se tornou conhecida em todo o mundo.
Paulo pedia que Deus permitisse sua visita a Roma (10). Este exemplo nos ensina uma lição importante sobre a oração. Paulo escreveu esta carta perto do final de sua terceira viagem, pouco antes de levar ofertas dos gentios aos irmãos necessitados em Jerusalém. Ele falou dos seus planos e da sua vontade de fazer outra viagem depois, passando por Roma e continuando até a Espanha (15:25-28). Naturalmente, ele orava a respeito desses planos. De fato, Paulo chegou a Roma aproximadamente três anos depois de enviar esta carta, mas não da maneira que ele imaginava. Ele foi preso em Jerusalém, ficou mais dois anos na prisão em Cesaréia, e chegou a Roma depois de uma viagem cheia de calamidades e perigos. Quando oramos, devemos lembrar que Deus sempre atende as orações dos fiéis, mas nem sempre da maneira que imaginamos!
Paulo também comunicou o motivo da visita que planejava: a edificação mútua (11-12). Quando ele fala de dar e receber, descreve bem a natureza da relação entre irmãos em Cristo (veja 1 Coríntios 12:14-27; Efésios 4:15-16; Hebreus 10:24-25).
Ele reafirmou o desejo que tinha durante muito tempo de fazer uma visita aos romanos, pois queria lhes anunciar o evangelho (13-15). Considerou-se devedor aos gregos e bárbaros (os não gregos, normalmente menosprezados pelas pessoas “cultas” da sociedade grega), mostrando que o mesmo evangelho serve para os “sábios” e os “ignorantes”.
A aplicação universal do evangelho é o tema que Paulo defenderá nos próximos capítulos.

A Necessidade Universal (Romanos 1:16-32)
Todos, sejam judeus ou gentios, precisam crer no evangelho de Jesus Cristo. É a tese enunicada por Paulo em Romanos 1:16 e defendida nos capítulos seguintes. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.”
O Evangelho para Todos
Nesse versículo chave, encontramos vários pontos essenciais para compreender a carta aos Romanos e o propósito eterno de Deus para nossa salvação. Observe:
- O evangelho é o poder de Deus. A mensagem pregada por Paulo e outros, no primeiro século, não foi invenção do homem. Veio de Deus como o meio escolhido para salvar pecadores.
- A salvação é para aqueles que crêem. Embora o evangelho inclua mandamentos para serem obedecidos (2 Tessalonicenses 1:8; 1 Pedro 4:17), ele não é um sistema de justificação por obras de lei. O contraste que Paulo introduz aqui e explicará nos próximos capítulos é entre lei e . Nenhuma lei jamais salvou um pecador. A salvação vem pela fé.
- Para judeus e gentios. Deus trabalhou por meio da nação judaica para cumprir suas promessas, e a pregação do evangelho começou entre os descendentes de Abraão. Mas, o evangelho e a salvação que ele oferece são accessíveis a todos – judeus e gregos.
A Ira de Deus contra o Pecado
O resto do primeiro capítulo mostra o motivo de Deus em ficar irado com o pecado do homem. Note os pontos principais neste trecho:
Deus se revela. A vontade dele se revela na palavra das Escrituras, mas o caráter e o poder de Deus se revelam pelas obras da criação (17-20). Este fato traz a responsabilidade sobre todos de buscar a Deus, e deixa os desobedientes sem desculpa.
- Um erro leva a outros. Uma vez que o homem nega a existência de Deus ou perverte a verdade sobre a natureza do Criador, outros pecados brotam dessas raízes (21-25). Pessoas impressionadas com a sua própria inteligência e capacidade de raciocinar inventam deuses feitos à imagem de homens, ou até de animais. Assim, negando a santidade e a perfeição do Deus justo, justificam todo tipo de perversidade, incluindo relações homossexuais. Esses versículos mostram que falsas doutrinas sobre Deus andam de mãos dadas com os pecados da carne.
- Deus deixa os pecadores caminharem para sua própria punição. Deus não autoriza o pecado, mas deixa o homem praticá-lo, até piorando cada vez mais. A justiça nem sempre é imediata, mas os pecadores que não voltam para Deus receberão a merecida punição (26-27).
- Mentes corrompidas se entregam à morte. O primeiro passo foi desprezar o conhecimento de Deus. O destino é a morte. Os passos intermediários são vários. Nos versículos 29-31, Paulo cita vários exemplos das coisas inconvenientes que merecem a sentença de morte. Muitas pessoas consideram alguns desses pecados comuns e até aceitáveis, mas Deus disse que pessoas invejosas, avarentas ou desobedientes aos pais merecem a morte. Devemos pensar bem sobre a nossa conduta diante do Criador!
A resposta de Deus à necessidade de todos nós se encontra no evangelho.

domingo, 8 de janeiro de 2012


Estudo sobre o livro de Romanos



Os argumentos apresentados por Paulo na carta aos Romanos são complexos. O estudo exige bastante atenção para entender o que ele disse, e não o que gostaríamos de ouvir. Estudando assim, recebemos a grande recompensa de fortalecer a nossa fé e aumentar a nossa apreciação pela graça de Deus. Este é o primeiro de uma série de artigos sobre Romanos. É um estudo prático, em que procuraremos entender os pontos principais de cada trecho, e faremos aplicações para ajudar no nosso dia-a-dia.
Circunstância do Livro
Romanos (1)
Paulo nos dá algumas informações sobre a circunstância da carta. Ele fala de planos para visitar Roma depois de terminar a sua viagem (1:10-15). Estava se preparando para levar as ofertas das igrejas da Macedônia e da Acaia aos santos necessitados em Jerusalém. Depois de visitar Jerusalém, queria iniciar outra viagem para a Espanha, parando algum tempo na Itália no caminho (15:22-33). Concluímos que Paulo teria escrito essa carta durante o tempo citado em Atos 20:2-3, quando permaneceu na Grécia por três meses.
A Mensagem aos Romanos
Romanos é um livro de ensinamento profundo e rico. Nela Paulo mostra o problema de todos os homens: “Não há justo, nem um sequer” (3:10); “...pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (3:23);“...o salário do pecado é a morte” (6:23); “...a morte passou a todos os homens, pois todos pecaram” (5:12).
Mas a mensagem é esperançosa, não pessimista. Paulo descreve o evangelho como “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (1:16). Pecadores são “justificados gratuitamente, por sua graça” (3:24). “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (5:8). “...o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (6:23).
A carta aos Romanos anima os santos nas suas batalhas diárias contra a tentação e outras provações: “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.... muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (5:9-10). “...muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de ... Jesus Cristo” (5:17).
Paulo afirma que todas as três pessoas divinas lutam para o nosso bem: “...o mesmo Espírito intercede por nós” (8:26-27). “...Cristo Jesus...também intercede por nós” (8:34). “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (8:31). A participação ativa de Deus em nossa salvação leva a conclusão vitoriosa: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (8:37).
Mesmo tratando de alguns fatos complexos e difíceis de serem compreendidos pelos leitores (até hoje), Paulo comunica sua confiança total na sabedoria de Deus: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos” (11:33).
Como é o costume nas cartas de Paulo, os últimos capítulos de Romanos oferecem diversas aplicações práticas dos princípios apresentados. Reconhecendo a grandeza da graça salvadora de Deus, devemos nos conduzir como servos fiéis, mostrando reverência para com o Senhor, e bondade para com os outros homens.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Transformando em Cristo


Transformando em Cristo
Texto Base: João 2:1-11
E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus.
E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas.
E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho.
Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.
E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam dois ou três almudes.
Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.
E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram.
E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo.
E disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.
Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele. 

Introdução:
Quando se fala em transformação, se estamos em mudanças externas mais, em uma transformação que está alem dos nossos olhos,pois ele só acontece por meio da fé, do sobre natural, e hoje o Homem quer transformar tudo para que ele possa viver uma vida tranqüila, a transformação vem pelo por sobre natural da fé. Veja que Jesus pele fé ele fez esse milagre da transformação, ele na colocou nada naquela água, não nada, somente pelo poder da fé houve transformação, e assim é que acontece a verdadeira, transformação na vida do ser humano.
A fé pode, mudar, ou  seja transformar sua condição de esterilidade, como ele transformou a vida de Abraão e Sara,(“ E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele. 
Gênesis 18:10”).
Deus deu a Abraão, um motivo ou seja a razão, para que ele acreditasse, na situação que iria transforma a vida dele de sua mulher, um filho, uma coisa que era totalmente fora da realidade,humano dos dois, idade avançado, mulher já cansada, nada poderia faze-los crer, em algo que pudesse mudar, transformar o quadro dos dois, em relação, a eles ter um filho que é pelos ou era sonho dos dois, pois qual o casal não o quer, eles tinham tentado a vida toda, e de uma para outra, isso poderia ser transformado, sem nenhuma interferência humana. Quero que você pense nisso, Deus não poderia dá a eles uma outra coisa, por exemplo, uma fonte de água, uma fazenda algo que eles tivessem que procurar, ou adquirir, mais não Deus foi, e os levou para o sobre natural, Deus é assim ele age é no sobre natural, naquilo que só pela fé se pode fazer, só o poder do Senhor, pode transformação  tal situação,(“ Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?
E disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade darei eu à luz ainda, havendo já envelhecido?
Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho. 
Gênesis 18:12-14”).
Quando Isaque,  nasceu o vida de Abraão e Sara mudou completamente, Sara declarou que agora ela tinha motivo para sorrir,(“ E disse Sara: Deus me tem feito riso; todo aquele que ouvir  se rirá comigo. Gn 21.6”).
Esse encontro com Deus, transformação em toda e qualquer situação,então se você ainda não viveu essa transformação, deixe Jesus entrar em sua vida, e tudo vai mudar.
Veja o exemplo que aconteceu com o Apostolo Paulo, (Atos 9), quando ele teve esse contato com o Senhor, sua vida se transformou radicalmente, não vamos nos ater aos detalhes mai, vamos falar da transformação, que ele viveu,
Esses dois exemplos que usei, só um breve relato de como o poder transformador de Cristo muda a  história, de qualquer, ser humano, então se você quer viver uma verdadeira transformação, em sua vida, deixe Deus atuar em sua vida.



1. CONVERSANDO COM DEUS
Como podemos ter certeza de que Deus nos ouve quando oramos?
"Então vocês clamarão a Mim, virão ORAR A MIM, e EU OS OUVIREI. Vocês Me procurarão e Me acharão quando Me procurarem de todo o coração". Jeremias 29:12, 13. (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).
Que certeza Jesus nos dá de que Ele nos ouve e responde as orações?
"Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta". Lucas 11:9
A oração é uma conversa que envolve falar e ouvir. É isso o que Jesus promete:
"Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo". Apocalipse 3:20
Como é possível se sentar e ter uma boa conversa de hora de jantar com Cristo?
Primeiramente, contando para Ele em oração o que se passa em nosso coração. Segundo, ouvindo atentamente. Ao meditarmos em oração, Deus pode falar diretamente a nós. E, ao lermos a Palavra de Deus em devoção, Deus falará a nós através de suas páginas.
A oração pode se tornar um estilo de vida para o cristão.
"OREM CONTINUAMENTE. Dêem graças em toda as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus". I Tessalonicenses 5:17, 18.
Como podemos orar "continuamente"? Precisamos ficar de joelhos todo o tempo ou repetir continuamente frases de adoração e petição? Claro que não. Devemos viver tão intimamente ligados a Jesus que possamos ter liberdade para falar com Ele a qualquer hora, em qualquer lugar.
"Entre as pessoas na rua, ou em meio a uma transação comercial, podemos elevar a Deus um pedido, solicitando a direção divina... A porta do coração deveria estar constantemente aberta, sempre pedindo a Jesus que venha habitar em nós, como hóspede celestial". Ellen G. White, Caminho a Cristo (Casa Publicadora Brasileira: Tatuí, SP, 1999), pág. 99.
Uma das melhores maneiras de desenvolver esse tipo de relação íntima é aprender a meditar enquanto oramos.
"Seja-lhe agradável a minha meditação, pois no Senhor tenho alegria". Salmo 104:34
Não ore falando rapidamente a sua lista de pedidos. Espere. Ouça. Um pouco de reflexão durante a oração pode enriquecer grandemente seu relacionamento com Deus.
"Aproximem-se de Deus, e Ele se aproximará de vocês!" Tiago 4:8
Quanto mais perto chegarmos de Jesus, mais seremos capazes de experimentar Sua presença. Por essa razão, continue sempre a falar com Jesus através de seus pensamentos. Não se preocupe em falar as palavras certas, apenas fale honesta e abertamente com Ele. Fale sobre tudo. Ele teve que passar pela própria agonia da morte para poder se tornar seu Amigo Íntimo.
2. COMO ORAR
Quando você se engajar na oração, talvez deseje seguir o esboço da Oração do Senhor, o modelo de oração ensinado por Jesus a Seus discípulos em resposta ao pedido: "Senhor, ensina-nos a orar".
"Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino; seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém". Mateus 6:9-13
De acordo com o padrão que Jesus deu em Sua oração, devemos ir a Deus como nosso Pai celestial. Peça-Lhe que Sua vontade tome conta de seu coração da mesma forma que essa vontade é feita nos céus. Nós O buscamos para saciar nossas necessidades físicas, obter perdão, e para ter uma atitude de perdão para com os outros. Lembre-se que nossa capacidade de resistir ao pecado vem de Deus. A oração de Cristo termina com expressões de louvor.
Em outra ocasião, Jesus instruiu Seus discípulos a orarem ao Pai "em Meu nome" (João 16:22), isso é, para orar em harmonia com os princípios de Jesus. Essa é a razão pela qual os cristãos normalmente terminam suas orações com as palavras: "Em nome de Jesus, Amém!" O amém é uma palavra hebraica que significa "Assim seja!".
Apesar de a Oração do Senhor nos dar diretrizes sobre o que orar e como formular uma oração, nossa comunicação com Deus funciona melhor como uma composição espontânea de nosso coração.
Podemos orar sobre qualquer coisa. Deus nos convida a orar pelo perdão de nossos pecados (I João 1:9), pelo aumento de nossa fé (Marcos 9:24), pelas necessidades da vida (Mateus 6:11), pela cura do sofrimento e da dor (Tiago 5:15), e pelo derramamento do Espírito (Zacarias 10:1). Jesus nos assegura que podemos levar todas as nossas necessidades e preocupações a Ele; nada é muito pequeno que não seja motivo de oração.
"Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês". I Pedro 5:7
Nosso Salvador está interessado em cada detalhe de nossas vidas. Seu coração fica feliz quando nossos corações O alcançam em amor e fé.
3. A ORAÇÃO PARTICULAR
A maioria de nós tem coisas que hesitamos em compartilhar até mesmo com nossos amigos mais íntimos. Por essa razão, Deus nos convida a aliviarmos nossas cargas em oração particular: conversa de um para um com Ele. Não é que Ele precisa de qualquer informação. O Todo-Poderoso conhece nossos medos mais secretos, nossos motivos mais escondidos, e ressentimentos enterrados no profundo de nosso ser, ainda melhor do que nós mesmos. Mas precisamos abrir nosso coração Àquele que nos conhece intimamente e nos ama infinitamente. A cura pode começar quando Jesus tem acesso às nossas feridas.
Quando oramos, Jesus, nosso Sumo Sacerdote, está próximo a nós para nos ajudar:
"… Temos… Alguém que, como nós, PASSOU POR TODO TIPO DE TENTAÇÃO, porém, sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade". Hebreus 4:15, 16
Você se sente ansioso, estressado ou culpado? Coloque tudo diante do Senhor. Só assim, então, Ele pode suprir todas as nossas necessidades.
Deveríamos ter algum lugar especial para termos nossa oração particular?
"Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que... o recompensará". Mateus 6:6
Em acréscimo à oração que podemos fazer enquanto andando pela rua, trabalhando, ou usufruindo uma reunião social, cada cristão deveria estabelecer um momento especial para a oração pessoal e estudo da Bíblia. Faça seu encontro diário com Deus num momento no qual você se sinta mais atento e possa se concentrar melhor.
4. ORAÇÃO PÚBLICA
Orar com outras pessoas cria uma união especial e convida o poder de Deus a atuar de uma maneira especial.
"Pois onde se reunirem dois ou três em Meu nome, ali eu estou no meio deles". Mateus 18:20.
Uma das maiores coisas que podemos fazer como família é desenvolver uma vida conjunta de oração. Mostre para seus filhos que levamos nossas necessidades diretamente a Deus. Eles irão se entusiasmar com Deus ao perceberem Suas respostas nos detalhes práticos da vida. Faça do culto familiar um momento alegre e relaxado de se compartilhar a vida entre todos.
5. OS SETE SEGREDOS DA ORAÇÃO RESPONDIDA
Quando Moisés orou, o Mar Vermelho se dividiu. Quando Elias orou, fogo desceu dos céus. Quando Daniel orou, um anjo fechou a boca dos leões. A Bíblia nos apresenta muitos relatos de orações respondidas. E ela nos recomenda a oração como a forma de nos apoderarmos do poder infinito de Deus. Jesus promete:
"O que vocês pedirem em Meu nome, Eu farei". João 14:14
Ainda assim, algumas orações parecem que não foram percebidas. Por quê? Aqui estão sete princípios que ajudarão você a orar mais eficientemente:
(1) MANTENHA-SE LIGADO A CRISTO
"SE VOCÊS PERMANECEREM EM MIM, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem e lhes será concedido" João 15:7
Quando priorizamos nosso relacionamento com Deus e nos mantemos sempre em contato com Ele, estaremos ouvindo e buscando respostas para nossas orações que, de outra maneira, passariam despercebidas.
(2) MANTENHA A CONFIANÇA EM DEUS
"E tudo o que pedirem em oração, SE CREREM, vocês receberão". Mateus 21:22
Crer ou ter fé significa que estamos realmente esperando que nosso Pai celestial supra nossas necessidades. Se você está preocupado por falta de fé, lembre-se de que nosso Salvador fez um milagre em favor de um homem que clamava em desespero:
"Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!" Marcos 9:24
Concentre-se apenas no exercício da fé que você JÁ tem; não se preocupe com a fé que você AINDA NÃO tem.
(3) SUBMETA-SE HUMILDEMENTE À VONTADE DE DEUS
"Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa DE ACORDO COM A VONTADE DE DEUS, Ele nos ouvirá". I João 5:14
Lembre-se que Deus deseja nos ensinar algo na oração, além de nos conceder coisas. Por isso, algumas vezes Ele diz: "Não"; algumas vezes Ele nos conduz noutra direção. A oração é uma maneira de conseguirmos mais e mais intimidade com a vontade de Deus. Precisamos estar sensíveis às respostas de Deus e aprender delas. Manter um registro de pedidos específicos e as respostas recebidas é de grande utilidade.
O Espírito Santo ajudará você a pedir corretamente, pois "o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus" (Romanos 8:27). Lembre-se que nossa vontade sempre seria igual a vontade de Deus se pudéssemos ver o que Ele vê.
(4) ESPERE PACIENTEMENTE EM DEUS
"Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro". Salmo 40:1, Edição Almeida Revista e Atualizada, 2a edição.
O ponto principal aqui é manter sua mente em Deus, manter seu foco na solução que Ele dá. E não peça a ajuda de Deus num momento, e no momento seguinte você tenta afogar suas mágoas buscando algum tipo de prazer. Espere pacientemente pelo Senhor; precisamos muito dessa disciplina em nossa vida.
(5) NÃO SE AGARRE A ALGUM PECADO ACARICIADO.
"Se eu ACALENTASSE O PECADO NO MEU CORAÇÃO, o Senhor não me ouviria". Salmo 66:18.
Pecados acariciados impedem a atuação do poder de Deus em nossa vida; isso nos separa de Deus (Isaías 59:1, 2). Você não pode agarrar o pecado com uma mão e buscar a ajuda divina com a outra. Uma confissão e arrependimento sinceros solucionam esse problema.
Se não estivermos dispostos a permitir que Deus nos liberte dos pensamentos, palavras e atos maus, nossas orações não serão eficientes.
"Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres". Tiago 4:3.
Deus não vai responder "sim" às suas orações egoístas.
Mantenha os ouvidos abertos à lei de Deus e Sua vontade, e Ele manterá os ouvidos abertos às Suas petições.
"Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações são detestáveis". Provérbios 28:9.
(6) SINTA A NECESSIDADE DE DEUS
Deus responde àqueles que pedem por Sua presença e poder em suas vidas.
"Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos". Mateus 5:6
(7) PERSEVERE EM ORAÇÃO
Jesus ilustrou a necessidade de perseverar em nossos pedidos através da história de uma viúva insistente que sempre trazia seu pedido diante de um juiz. Finalmente, o juiz disse em exasperação: "Está viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça". Então, Jesus concluiu: "Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a Ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar?" (Lucas 18:5, 7).
Discuta todas as suas necessidades, esperanças e sonhos com Deus. Peça por alguma bênção em particular, por ajuda nos momentos de necessidade. Continue buscando, continue ouvindo, até que você aprenda algo da resposta de Deus.
6. OS ANJOS SUPREM A NECESSIDADE DAQUELES QUE ORAM
O salmista se regozijou com o ministério dos anjos do Senhor por suas orações terem sido respondidas:
"Busquei ao Senhor, e Ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores... O anjo do Senhor é sentinela ao redor daqueles que o temem, e os livra". Salmo 34:4, 7
Quando oramos, Deus envia anjos como resposta às nossas orações (Hebreus 1:14). Cada cristão tem a companhia de um anjo da guarda:
"Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste". Mateus 18:10
Por causa de nossas orações:
"Perto está o Senhor. Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus". Filipenses 4:5-7
7. O ESTILO DE VIDA CRISTÃO
A Bíblia descreve um estilo de vida cristão bem peculiar. De acordo com Efésios 4:22-24, o cristão deve "despir-se" do antigo estilo de vida que é resultado de "desejos enganosos" e "revestir-se" do novo estilo de vida, que é o de ser "criado para ser semelhante a Deus". 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Por Que Orar É Tão Difícil Para Os Cristãos?


Por Que Orar É Tão Difícil Para Os Cristãos?






Há tempos tenho estado perplexo por um problema que persiste na igreja há anos - e que me interessa profundamente. Eis o problema: por que orar é tão difícil para os cristãos?

As Escrituras deixam claro que a resposta para tudo em nossa vida é a oração mesclada com a fé. O apóstolo Paulo registra: “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Filip. 4:6). Paulo está nos dizendo: “Busquem o Senhor em todas as áreas da sua vida. E agradeçam-nO antecipadamente por lhes ouvir!”

A ênfase de Paulo é clara: ore sempre em primeiro lugar! Não é para orarmos só em última instância: primeiro ir atrás dos amigos, depois do pastor ou de um conselheiro, para acabar finalmente de joelhos. Não - Jesus nos diz: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Devemos primeiramente ir até o Senhor - antes de a qualquer outro!

É de partir o coração ler as cartas enviadas para o nosso ministério de multidões de cristãos arrasados. Famílias estão se esfacelando, casais se divorciando, pessoas que por anos andaram em fidelidade a Cristo estão vivendo em temor e em derrota. Cada uma dessas pessoas tem sido derrotada por algo - pecado, depressão, mundanismo, cobiça. E ano após ano, parece que os seus problemas vêm piorando.

No entanto, o que mais me choca em suas cartas é que muito poucos destes cristãos chegam a mencionar a oração. Eles utilizam fitas gravadas, livros, conselheiros, programas de ajuda pelo telefone, todos os tipos de terapias - mas raramente a oração. Vivem todos os dias preocupados, amedrontados, com uma nuvem sobre suas cabeças, porque não possuem uma resposta para os problemas.

Por que é tão difícil para os cristãos, durante as crises, buscar a Deus em favor de necessidades desesperadoras? Afinal de contas, a Bíblia sustenta um longo testemunho de que Deus ouve os clamores dos seus filhos e os responde com terno amor:


“Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor” (Salmo 34:15).

“Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas tribulações” (verso 17).

“E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma cousa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (I Jo. 5: 14-15).

“...Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5:16).

“E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mateus 21:22).

“...a oração dos retos é o seu contentamento” (Provérbios 15:8).

“O Senhor...atende à oração dos justos” (verso 29).

“Atendeu à oração do desamparado e não lhe desdenhou as preces” (Salmo 102:17).
Ouça a grande vanglória de Davi: “No dia em que eu clamei, tu me acudiste e alentaste a força de minha alma” (Salmo 138:3). Davi dizia: “Fiz prova de Ti, Deus! Em todas as minhas lutas eu não busquei a mais ninguém. Procurei unicamente a Ti - e me ouvistes, respondestes, e destes-me força para a batalha que eu enfrentava!” “Clamaste na angústia, e te livrei...te respondi...” (Salmo 81:7).

Estas promessas e estes testemunhos constituem uma prova esmagadora do cuidado de Deus. E são tão variadas, profundas e numerosas, que não entendo como qualquer cristão poderia não alcançá-las!

Mesmo assim, quando se trata de oração, a Bíblia nos fornece mais do que promessas. Ela também nos previne quanto aos perigos de se negligenciar a oração: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?...” (Hebreus 2:3). Em grego a palavra “negligenciarmos” aqui significa “não nos interessarmos; não levarmos a sério”.

O contexto deste versículo é uma discussão das coisas relacionadas à nossa salvação - e a oração é obviamente uma delas. Deus está nos perguntando: “Como você espera escapar da ruína e da devastação nos tempos tenebrosos que se aproximam, se não aprendeu a manter a comunhão comigo em oração? Como você conhecerá e reconhecerá a minha voz naquele dia, se não aprendeu a ouvi-la em seu quarto em secreto?”

Creio que Deus está profundamente ferido pela negligência da oração por parte do seu povo em nossos dias. Jeremias escreve: “Acaso, se esquece a virgem dos seus adornos ou a noiva do seu cinto? Todavia, o meu povo se esqueceu de mim por dias sem conta” (Jeremias 2:32).

Eis a minha grande pergunta - pergunta que simplesmente não consigo entender: Como pode o próprio povo de Deus - que está sob ataque constante do inferno, enfrentando problemas e tentações de todos os lados - passar semanas e semanas sem jamais buscá-lo? E como podem professar que o amam e crêem em suas promessas, e contudo jamais se achegar ao seu coração?




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O Escritor de Hebreus Conclama
a “Aproximarmo-nos de Deus”!



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Hebreus 10 contem uma promessa incrível. Diz que a porta de Deus está sempre aberta para nós, concedendo-nos acesso total ao Pai:

“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura” (Hebreus 10: 19-22).

Alguns versículos adiante, somos avisados de que o dia do Senhor se aproxima rapidamente: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (verso 25). Deus está dizendo: “Agora mesmo, ao se aproximar o tempo da volta de Cristo, você necessita buscar a minha face. Chegou a hora de você se dirigir ao seu quarto em secreto e me conhecer!”

Creio que já estamos vendo os sinais que provam que estamos próximos à uma fusão do sistema financeiro: a violência e a imoralidade crescem. A nossa sociedade está presa ao prazer. Falsos profetas - “anjos de luz” - já enganaram a muitos com suas doutrinas dos demônios. E, a qualquer hora, poderemos ver a hora da tribulação, que levará o coração dos homens a fraquejar devido ao medo. No entanto, antes de tudo isto acontecer, o escritor aos Hebreus diz:

“Não permitam que a verdade venha a escapulir de vocês! Mantenham-se acordados e alertas. Vocês possuem uma porta aberta para a presença santa de Deus - então, dirijam-se a ele com plena certeza de fé, tornando conhecidas as suas petições. O sangue de Cristo já lhes abriu o caminho - e nada se coloca entre vocês e o Pai. Vocês têm todo o direito de entrar no santo dos santos, para receber todo o socorro de que necessitam!”

Quando não valorizamos o sacrifício de Jesus - que ele aceitou para que tivéssemos acesso ao Pai para todas as nossas necessidades - nós “desprezamos” a graça de Deus, provocando a sua ira!

Mesmo assim, com todas estas advertências poderosas quanto aos riscos de se negligenciar a oração, os cristãos ainda acham difícil orar. Por que? Creio que há quatro razões para isto?




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1. Alguns Cristãos Não Oram
Porque Têm um Amor Morno pelo Senhor



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Ao usar a palavra “morno” para descrever o amor de alguém por Jesus, não quero dizer que ele seja frio em relação ao Senhor. Em vez disto, quero significar que o seu amor é “barato” - não caro. Dou-lhe um exemplo:

Ao se dirigir à igreja de Éfeso em Apocalipse 2, ele primeiro os elogia por tudo que fizeram. Ele reconhece que trabalharam arduamente na fé - que detestam o pecado e as concessões, recusando-se a aceitar falsas doutrinas, jamais esmorecendo ou desistindo quando perseguidos, sempre defendendo o evangelho.

Mas, Cristo diz ter algo contra eles: abandonaram o seu fervente e caro amor por ele! “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Apocal. 2:4).

De alguma maneira, no meio de todas suas obras, eles deixaram o seu caminhar amoroso, disciplinado, com o Senhor. E agora ele lhes diz: “Vocês deixaram o seu primeiro amor. Abandonaram a cara disciplina de vir à minha presença, de manter comunhão comigo!”

Note por favor: Jesus está falando aqui de crentes que começaram com um amor fulgurante por ele. Ele não está se dirigindo a cristãos mortos, frios, formais, que nunca o amaram acima de tudo. Pelo contrário, está dizendo: “É possível que uma pessoa que já teve um coração amoroso por Mim permita que o seu zelo se torne morno. O servo devotado que anteriormente corria todos os dias em busca de Mim em seu quarto em secreto, agora raramente chega a orar!”

Pense o quanto isto deve insultar a Cristo, que é o nosso noivo. Que tipo de casamento pode existir quando marido e mulher não possuem um período privativo de intimidade? E é bem a respeito disto que Jesus está falando aqui. Ele deseja momentos com você só para Ele, para desfrutar de intimidade!

Você pode dizer que O ama - mas se jamais aparece para estar com Ele, prova que não O ama em absoluto. Este tipo de comportamento jamais daria certo com um outro noivo. Se você dissesse à sua namorada que a amava, mas a visse só uma vez por semana - só o suficiente para dizer: “Olá, meu bem, eu te amo, agora tchau!” - ela não iria tolerar. Por que deveria Jesus - que se deu inteiro, deu a própria vida para você - tolerar?

Não importa a altura com que você louva o Senhor na igreja, o quanto diz que O ama, o quanto de lágrimas você derrama. Você pode contribuir com generosidade, amar os outros, detestar o pecado, repreender os culpados - mas se o seu coração não está sendo permanentemente atraído para a presença de Cristo, você simplesmente não O ama. Você está orando por orar, negligenciando a oração - e de acordo com as próprias palavras de Jesus, isto é uma prova de que perdeu o seu amor por Ele.

Todas as nossas obras são em vão, a menos que voltemos ao nosso amor flamejante por Jesus. Temos de nos conscientizar: “Amar a Jesus não se trata de realizar coisas; envolve a disciplina diária de se manter um relacionamento. E isto vai custar algo de mim!”




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2. Alguns Cristãos não Oram
Porque Perverteram as Suas Prioridades!



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Prioridade é a importância que se deposita em algo. E os cristãos que negligenciam a oração perverteram as suas prioridades!

Muitos cristãos garantem que oram se e quando têm tempo. Porém à cada semana, buscar a Cristo se torna menos importante para eles do que lavar o carro, limpar a casa, visitar os amigos, comer fora, fazer compras, assistir aos esportes. Simplesmente não criam tempo para orar.

Contudo, as pessoas não eram diferentes nos tempos de Noé e de Ló. Suas grandes prioridades eram comer e beber, comprar e vender, casar e cuidar da família. Não tinham tempo para ouvir mensagens da condenação de Deus que chegava. E assim, ninguém estava preparado quando o julgamento caiu sobre eles!

Evidentemente, nada mudou com os séculos. Para a maioria dos americanos, Deus permanece no fundo da lista de prioridades. E no alto estão a sua renda, segurança, o prazer, a família. É claro, para muitos americanos Deus nem participa da lista. Mas isso não magoa Deus tanto, quanto a valorização que ele recebe de Seus próprios filhos!

Hoje, milhares de cristãos atravessam o país para receber oração de algum ministro, profeta ou evangelista. Estes crentes desejam sentir o toque de Deus e uma experiência extática de Sua presença. Mas mesmo que consigam o que buscam, a experiência só dura um tempo curto. E, ironicamente, todo o tempo em que estão viajando e buscando o toque de Deus, eles não gastam cinco minutos em oração!

Amado, o Senhor não deseja as suas sobras - aqueles insignificantes pedacinhos de tempo quando você só tem um instante para mandar ao céu um breve pedido de oração. Isto não é um sacrifício de oração. É uma oferenda capenga - e ela polui o altar dEle!

O profeta Malaquias escreve: “Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? - diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 1:8).

Malaquias está dizendo: “Vocês estão trazendo qualquer animal velho da criação para sacrificar na presença de Deus. Porém estas oferendas são desleixadas, descorteses, de segunda mão. Experimentem dar este tipo de oferta para o seu governador. Ele os lançará fora de sua presença!”

Deus esperava que o seu povo percorresse o seu rebanho cuidadosamente, examinando um por um dos animais, para escolher o mais perfeito dentre eles para Lhe sacrificar. E hoje igualmente, Deus espera o mesmo de nós. Ele deseja o nosso tempo de qualidade - o tempo sem pressa ou correria. E devemos fazer deste tempo uma prioridade!

Uma vez encontrei-me com o pastor de uma das maiores igreja dos Estados Unidos. Este homem era um dos ministros mais ocupados que eu já vi. Ele me disse sem se desculpar: “Não tenho tempo para orar”. Porém, o que ele realmente queria dizer era: “Não dou nenhuma prioridade para a oração.”

Ao visitar a sua igreja, não discerni nenhum movimento do Espírito de Deus na congregação. Em verdade, era uma das igrejas mais mortas em que já preguei. Mais ainda, como poderia haver alguma vida, se os pastores não oravam?

O fato é o seguinte: nenhum cristão vai separar tempo para a oração a menos que ela se torne a sua primeira prioridade na vida, acima de tudo mais - acima da família, da carreira, do lazer, de tudo. De outro modo, o seu sacrifício estará pervertido!




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3. Alguns Cristãos não Oram
Porque Aprenderam a Viver sem Oração !



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Muitos cristãos acham que a única coisa que se requer deles é que vão à igreja, adorem, ouçam à pregação, resistam ao pecado, façam o melhor possível, e tudo estará bem com eles. Este é o sacrifício que trazem para Deus - e acham que Ele se agrada disto!

Tenho gasto tempo junto ao leito de cristãos moribundos que eram fiéis freqüentadores da igreja por mais de cinqüenta anos. Eram pessoas que nunca faltaram á uma reunião. Eram pessoas boas, de família, e podiam discorrer a respeito de qualquer assunto espiritual. Mas não tinham nenhum tipo de vida de oração. Gastavam horas com suas famílias, ou sentados em frente à TV, ou trabalhando em seus hobbies - mas não dispunham de tempo para estar a sós com Cristo.

Isto pode lhe soar áspero, mas creio que estas pessoas foram para a eternidade sem conhecer o seu Senhor. Deus nunca se aproximou deles - porque eles nunca chegaram perto dEle!

Temo por todo cristão que aprendeu a viver confortavelmente sem vida diária de oração - que nunca teve uma comunhão crescente com o Senhor. Estes tipos de pessoas acabam estranhas para Ele. E estarão entre aqueles que Cristo repreende no dia do juízo: “Sim, você realizou muitas obras - curou pessoas, realizou milagres, trouxe muitos para o meu reino. Mas nunca lhe conheci. Afaste-se de mim, estranho!”

Como escaparemos da ira e do desprazer de Deus, se negligenciarmos o Seu grande dom da salvação? Como enfrentá-lO no dia do julgamento, quando os livros serão abertos para revelar que não gastamos nenhum tempo com Ele? Podemos responder: “Senhor, compreendo que arranjei muito pouco tempo para Ti. Gastei-o todo para mim mesmo, para minha família, minha carreira. Mas agora estou disposto a gastar a eternidade para Te conhecer”. Você acha que Ele aceitará isto? Não - nunca!

O fato, é que se pode passar uma vida toda sem oração. Em verdade, sei de alguns pastores e evangelistas “de sucesso” que aprenderam a ministrar totalmente sem oração. Podem trazer entretenimento, contar grandes histórias e fazer rir. Mas não conseguem trazer convicção a alguém, ou transformação, ou levá-lo a buscar a face de Deus!

Depois de um certo tempo, estes homens chegam a um profundo desespero. Por que? Eles tornam-se mais e mais dependentes do braço da carne, em vez do Senhor. E as suas vidas se tornam cheias de confusão de todos os lados. Pregadores sem oração constituem pregadores sem poder!

Igualmente, cristãos sem oração são ocos na fé, alvos fáceis para os falsos mestres, rapidamente desviáveis do evangelho verdadeiro. Tais cristãos estão sempre “aprendendo” - mas nunca alcançando a maturidade!




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4. Alguns Cristãos não Oram
Porque não Crêem que Deus
Ouça as Suas Preces !



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Com o tempo, muitos crentes se tornam desencorajados devido à preces não respondidas - e, finalmente, simplesmente desistem. Pensam: “Talvez eu tenha falta de fé. O que eu sei, é que para mim a oração não funciona. E por que eu haveria de orar se não funciona?”

Os israelitas no tempo de Isaías tinham a mesma atitude. Isaías escreveu: “...me procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça... perguntam-me...têm prazer em se achegar a Deus, dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?...” (Isaías 58:2-3).

Estas pessoas estavam acusando Deus de abandono dos filhos! Estavam dizendo: “Amo a Deus - pratico o que é reto e evito o pecado. E até há pouco tempo, era fiel em buscá-lO em oração. Mas, sabe o que aconteceu? Ele nunca me respondeu! Então, por que eu deveria continuar a afligir minha alma diante dele? Ele nunca tomou conhecimento dos meus pedidos!”

Muitas cristãs solteiras tendem a pensar assim. Elas dizem: “Durante anos busquei o Senhor em sinceridade, pedindo-Lhe que trouxesse para a minha vida um homem de Deus. Já orei por mais de uma década. Mas não aconteceu nada!” Então elas próprias tentam fazer com que um casamento aconteça - e o desastre segue-se.

Recentemente, um pastor me escreveu uma carta alarmante: “Irmão Wilkerson, a semana passada fechei as portas da igreja que pastoreei por vários anos. Simplesmente debandei a congregação e abandonei o púlpito. Durante anos oramos por um reavivamento - mas isto nunca aconteceu. Oramos por um edifício - mas isto nunca se concretizou. Com os anos fomos diminuindo para trinta pessoas. Simplesmente não estava adiantando. E agora estou saindo em busca de outro emprego.”

Apiedo-me por este homem abatido. Contudo, eu concordo - ele precisa de um outro emprego, porque para começo de conversa, ele provavelmente não foi chamado para ministrar. Entenda, o nosso chamado não é para ver acontecer um reavivamento, ou para construir um prédio para a igreja, ou para ter números respeitáveis na congregação. Não - o nosso chamado é para ministrar fielmente em favor do Senhor - e isto inclui a nossa vida de oração!

Tiago escreve que Deus não responde as orações daqueles que pedem coisas para simplesmente satisfazerem a si próprios: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tiago 4:3). Em outras palavras: “Você não está pedindo a vontade de Deus. Você não está pronto para submeter-se a tudo que Ele desejar. Em vez disto, você está tentando ditar-Lhe as coisas que satisfarão o seu próprio coração!”

Não se engane - o nosso Deus é totalmente fiel. Paulo escreve: “...Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem...” (Rom. 3:4). Ele está dizendo em essência: “Não importa se você escuta um milhão de vozes clamando: ‘A oração não adianta. Deus não me ouve!’ Que todo homem seja chamado de mentiroso. A palavra de Deus se mantém - e Ele é fiel em nos ouvir!”

Jesus disse, “E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mateus 21:22). Em poucas palavras Cristo está dizendo: “Se você crer verdadeiramente, estará desejoso de esperar e aguardar uma resposta do seu Pai celestial. E não vai lhe importar quanto tempo vai levar. Você se agarrará à fé, crendo que Ele responderá!”

Se Deus está atrasando uma oração sua em particular, pode ter certeza de que Ele está testando a sua fé. Ele deseja que você creia nEle quando Ele aparenta estar em silêncio. E lhe testa, para ver ser você diz: “Eu desisto. Ele não responde!” No final das contas, Ele deseja que a sua fé se desenvolva tão pura como o ouro - de maneira que você estará equipado para receber muitas respostas, suas e para os outros!

Uma vez li a história de uma santa de Deus - uma irmã idosa, muito querida, que havia andado próxima a Jesus por muitos anos. A sua vida de oração era tão intensa, que as pessoas de todos os lugares pediam que ela orasse por elas. Um dia uma amiga lhe escreveu solicitando uma oração, e a mulher concordou.

Algumas semanas mais tarde, esta mulher piedosa recebeu outra carta desta mesma amiga, dizendo: “Obrigada por ter orado - eu fui curada!” Mas a senhora piedosa se convenceu de que havia esquecido de orar! Ela se alegrou de que a sua amiga havia sido curada - mas mesmo assim ficou pensando: “Senhor, ela disse que a sua fé era débil. Por que o Senhor a curou, se eu me esqueci de orar?”

Deus lhe respondeu: “Eu a curei porque você Me conhece! Você se aproximou tanto de Mim, que cumpri o desejo específico que você tinha pela sua amiga - mesmo sem a sua oração.”

“Como é grande a tua bondade, que reservaste aos que te temem, da qual usas, perante os filhos dos homens, para com os que em ti se refugiam!” (Salmo 31:19). “...porém aos que buscam o Senhor bem nenhum lhes faltará” (Salmo 34:10).

Vá ao seu lugar secreto com regularidade, e busque-O de todo o seu coração. Eis a resposta que você deve dar para restaurar um casamento, a favor de membros da família não salvos, para toda necessidade de sua vida. As respostas dEle podem não vir da noite para o dia. Contudo, Deus fará a obra no tempo dEle e da maneira dEle. A parte que cabe a você é confiar que Ele é fiel em responder - porque você é Seu filho amado!